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Artigo: Soja 2022/23 frustração de produtividade no Conesul com preços históricos no mercado internacional, por Alfredo Horing

Sobre o autor
  • Alfredo Horing, natural de Nova Ramada, é economista, especialista em Plano Diretor e possui MBA em Gerenciamento de Projetos.

A safra 22/23 da soja na região com teto produtivo comprometido entra na fase de definição, as recentes precipitações pluviométricas não garantiram a recuperação de uma safra literalmente frustrada pelo evento climático “seca”.

  A estimativa inicial da safra gaúcha girava em torno de 20,5 mil/t (milhões de toneladas) e a brasileira em 153,5 mil/t. Com o agravamento da estiagem especialmente no Rio Grande do Sul – RS, estima-se perdas que podem ultrapassar 8 mil/t. Porém, o aumento da produtividade por hectare nas regiões norte e sudeste do país, teoricamente compensariam partes das perdas do sul. Estima-se que a colheita brasileira se aproxime de 150 mil/t, se confirmada será a maior produção da soja produzida por um país.

  A “seca” que atinge o RS é uma extensão da situação vivida pelos fazendeiros argentinos, estimativas apontam para uma redução drástica na safra e no fornecimento de óleo e farelo de soja ao resto do mundo, lembrando que a Argentina é o maior exportador mundial de derivados da soja (óleo e farelo). Inicialmente a previsão apontava para uma safra de 48 mil/t, e a Bolsa de Rosário projeta uma estimativa uma produção pouco superior a 36 mil/t da soja.

Diante destes fatos o Brasil será o único país capaz de garantir o abastecimento de grãos ao consumo mundial até a definição da safra americana (setembro/23). Solos americanos já enfrentam déficit hídrico que poderá comprometer a nova safra 2023/24. 

O desastre produtivo no Conesul, baixos estoques de passagem da entressafra americana e a demanda crescente, têm assegurado fundamentos positivos para o mercado internacional da soja. Chamamos a atenção para o segundo maior preço da historia (referencia fevereiro) nesta segunda feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago CBOT (US$ 15,56), apesar da pressão da oferta da soja brasileira. Os contratos próximos ao vencimento variam na faixa dos 15 a 15,50 dólares por Bushel (27,21 kg), que convertidos representam 36 dólares por saca de 60 kg, próximos a máximas 39 dólares.

Olhando para o comportamento altista da soja no mercado internacional, o sojicultor deve formar sua estratégia de comercialização olhado para os fundamentos e atentar para o tsunami de informações distribuídas gratuitamente todo o dia alardeando uma queda de preços motivados pela queda de demanda, recomposição de estoques mundiais e desconsiderando efeitos climáticos na oferta.

Os preços da soja no mercado interno estão sob pressão, à evolução da colheita no centro sul se dá em meio a frequentes chuvas, com os grãos apresentando alta umidade, dificultando e elevando custos logísticos e do freto rodoviário, fazendo com que aumente sazonalmente a oferta . Fique atento as informações e monte sua estratégia de comercialização.

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