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Artigo: Banco Central mantem a taxa de juros em 13,75% em meio a criticas do Governo Federal

Sobre o autor
  • Alfredo Horing, natural de Nova Ramada, é economista, especialista em Plano Diretor e possui MBA em Gerenciamento de Projetos.

Em meio às críticas do Governo Federal pela atuação do Banco Central, foi divulgada nesta terça-feira (7) a ata do Copom – Comitê de Política Monetária, que justificou a manutenção da taxa básica de juros, Selic, em 13,75%, novamente apontando para os riscos fiscais e a desencorajar expectativas de inflação.

Quando o limite da meta da inflação corre o risco de ser ultrapassado, o Banco Central usa os juros como estratégia para conter a alta. Com juros maiores há uma inibição ao consumo, aliviando a pressão sobre os preços. Por outro lado, estando à inflação controlada a possível queda das taxas incentiva os agentes econômicos a investir na produção de bens e serviços, estimulando o crédito e o consumo. Assim, a Selic é uma ferramenta monetária de controle da inflação. Com a Selic alta há menos crédito no mercado, menos dinheiro circulando e menor demanda por produtos e serviços.

Na ata Copom, está intrínseca a preocupação dos técnicos com o descontrole dos gastos públicos do Governo Federal e o viés expansionista assumido durante a campanha eleitoral com programas sociais. Os riscos fiscais relacionam-se a possibilidades de ocorrências de eventos capazes de afetar as contas públicas, a inflação em alta, baixo crescimento do Produto Interno Bruto – PIB e o descontrole das contas públicas comprometem os resultados fiscais estabelecidos nas metas e objetivos.

Para o Comitê “a revisão do arcabouço fiscal diminui a visibilidade sobre as contas públicas para os próximos anos e introduz prêmios nos preços de ativos e impacta as expectativas de inflação”.

Taxas de juros elevadas impactam a SELIC, índice que remunera ao portador os títulos emitidos pelo governo federal e as transações interbancárias. Os títulos públicos são ativos de renda fixa que emitido pelo tesouro nacional com objetivo de captar recursos para investimentos em educação, saúde e infraestrutura, da mesma forma financia a dívida pública. A Selic também é usada como indexador de títulos de renda fixa e poupanças e nos empréstimos entre bancos.

Com a política monetária e fiscal adotada pelo Banco Central longe dos sonhos da gestão federal, os empréstimos para o cidadão continuarão escassos e caros e para os já endividados o serviço da dívida permanece elevado. Já o mercado de trabalho sofre com a restrição ao consumo. Taxas elevadas restringem novos investimentos e afetam o emprego e a geração de renda. Para o setor público maior tomador de empréstimos juros elevados fazem crescer a dívida pública e a queda da arrecadação.

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