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Artigo – Estrada Iluminada: Não temos para onde fugir

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  • Nilton Moreira é Policial Civil e colunista em jornais, blogs e periódicos. Natural de Pelotas, nasceu em 20 de maio de 1952.

Neste momento de dificuldade que estamos todos passando e que o maior atingido na insegurança é o rico, pois que este além de sentir o pavor eminente da tristeza de deixar a quem ama por ocasião do passamento, também sente e muito, deixar os bens materiais, coisa que o pobre já não se angustia, pois que os bens materiais deste não estão acumulados e sim são utilizados com plenitude. É um momento ímpar e que nos faz refletir tentando encontrar explicações.

Normalmente as desgraças mais recentes acontecidas em nosso Planeta eram localizadas, pois atingiam determinado país, região, enquanto que outros nada sofriam.

Veio a gripe H1N1 e não tão devastadora, e os atingidos não tinham uma gravidade tão alta como a pandemia atual, mas mesmo assim os cuidados já naquela época eram semelhantes e ensejava higiene, saneamento básico, asseio e nos era recomendado pelos órgãos de saúde a lavarmos bem as mãos com água e sabão e usar álcool, e as grávidas deveriam utilizar máscaras. Lembram?

Posteriormente veio a vacina e a higiene foi deixada para segundo plano. Os governantes de lá para cá pouco investiram em saneamento e ainda continuamos com uma população mundial sem água potável, desnutrida e as valetas com dejetos putrificados escorrem por entre as residências dos mais humildes.

Estamos vulneráveis. O vírus embora tenha chegado ao Brasil por avião, agora não escolhe a quem infectar no Planeta, e ter dinheiro ou plano de saúde não faz muita diferença.

Na vida sabemos que se não evoluímos na direção do Criador pelo amor, vamos ter que evoluir pela dor. É o que está acontecendo agora coletivamente!

As pessoas, grande maioria não quer levar para o lado da fé o que está acontecendo, prefere dizer que tudo isso é fruto do acaso, mas sou da minoria que acredita que nada na vida é por acaso. Cada um de nós tem sua história de vivências e somos atingidos proporcionalmente aos nossos resgates, e quando não somos atingidos por desgraças seja coletiva ou individualmente, não é por acaso e sim por merecimento.

“A cada um será dado segundo suas obras”. Portanto, certamente o sofrimento que estamos passando, um mais do que outros, está dentro do que deixamos de realizar de bom nesta ou em vidas pretéritas.

Uma coisa é certa: o mundo não será mais o mesmo depois que essa pandemia passar e revelar suas sequelas.
É momento de reflexão e de ação na melhoria do Planeta. Cada um fazendo sua parte, pois devemos lembrar que esta é a nossa casa de passagem e não temos para onde fugir.

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