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Artigo – Estrada Iluminada: Alcoolismo. Primeiro gole.

Destaque
  • Nilton Moreira é Policial Civil e colunista em jornais, blogs e periódicos. Natural de Pelotas, nasceu em 20 de maio de 1952.

Mas quando é que ficamos sabendo se já somos alcoólatra? Será que existe aquela alegação de “bebo socialmente”?

A grande maioria no Planeta ingere algum tipo de bebida alcoólica, afinal este proceder é muito antigo, contado nos mais diversos livros.

Jesus que era dotado dos maiores conhecimentos quando esteve aqui na Terra demonstrou a habilidade de químico, quando transformou pela manipulação água em vinho, e antes disto nos contos mais antigos, e na mitologia o uso de bebidas sempre foi mencionado.

Mas voltando ao assunto de dependência alcoólica, nunca sabemos quando o beber já é vício. É difícil alguém admitir ser alcoólatra, pois tal proceder fere seu orgulho, por isso a dificuldade que existe em auxiliarmos a quem é usuário regular do álcool.

Certa ocasião a convite, participamos de palestra a respeito das consequências ocasionadas pelo alcoolismo, isto em razão de nossa profissão e crença, o que nos possibilitou um contato mais direto com o A.A., Grupo este de suma importância na vida de quem quer amparo com esclarecimento para ficar sóbrio.

É importante que o usuário esteja em condições de raciocínio e querer ser ajudado, possibilitando procurar e participar das reuniões do A.A., pois que muitos dependentes não podem ficar sem a bebida por sentirem reações que vão de tremedeira a visões das mais diversas, o que muitas vezes desemboca em comportamento violento, indo com isso refugiar-se na bebida. Nesta fase é importante à internação numa clínica com acompanhamento médico, possibilitando desintoxicação do organismo, para que o indivíduo volte a ter um mínimo domínio de si, para então após ser encaminhado com sua concordância aos Alcoólicos Anônimos para participar das reuniões, que vai ser a “tábua de salvação”.

Por outro lado, do posto de vista espiritual, sabemos que somos influenciados intuitivamente pelos obsessores invisíveis, e certamente os obsessores são também dependentes do álcool, e como não podem beber no copo procuram se acercar dos chamados “vivos” para então sorver as emanações fluídicas que o usuário exterioriza, muito bem narrado na literatura de Chico Xavier, quando determinada pessoa que chega a casa e é esperada na porta por dois desencarnados que intuitivamente gritam “beber meu caro, beber” e a referida pessoa num ato compulsivo vai até a estante, pega a bebida e a coloca no copo, e ingere.

Portanto, além de ser doença que envolve necessidade orgânica, também engloba o psíquico que está ligado diretamente ao espiritual, o que muitos não entendem, o que certamente torna difícil a recuperação.

Tenhamos o cuidado de observar essa linha demarcatória invisível do beber socialmente e já ser um alcoólatra.

O melhor é não tomar o primeiro gole, pedindo sempre amparo de nosso Irmão Maior Jesus, que nos conhece muito bem.

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