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Cotrijui ainda mais perto do fim: juiz decreta a liquidação

Nesta quarta-feira (23), juiz responsável pelo caso entendeu que era procedente pedido para liquidação judicial da cooperativa

A Justiça decidiu pela liquidação judicial da Cotrijui o que, na prática, deixa a cooperativa ainda mais perto do fim. A definição foi emitida nesta quarta-feira (23) pelo juiz do caso, Guilherme Corrêa, da 1ª Vara Cível da Comarca de Ijuí. Ele concedeu pedido feito no ano passado pela Chinatex Grains & Oils, uma das principais credoras. Até então, a condição era de liquidação extrajudicial.

A cooperativa, que já foi a maior da América Latina, acumula passivo de mais de R$ 2 bilhões e desde 30 de janeiro do ano passado, está sob a gestão de um administrador judicial. Atualmente, tem em operação apenas oito supermercados. Outras estruturas, como unidades de recebimento de grãos e frigorífico, foram arrendadas.

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Ainda cabe recurso. No despacho, ficou mantida a atuação do administrador Rafael Brizola. Ele explica que com a conversão da liquidação, o comando dos procedimentos passa para o Judiciário. O próximo passo será elaborar um quadro geral de credores, estabelecendo quem são as pessoas com passivo a receber, quanto é esse valor e qual a classificação da dívida.

Advogado da Chinatex, Fernando Pellenz cita como pontos importantes contemplados pelo juiz o afastamento da responsabilidade dos produtores pelos débitos da cooperativa, a manutenção do administrador judicial e a determinação da aplicação da lei de falências para regulamentar como será o procedimento da liquidação.

— A decisão reconhece a impossibilidade de reversão do quadro. Não houve apresentação de plano concreto para recuperação — complementa Pellenz, da Souto Correa Advogados.

Os problemas financeiros da Cotrijui começaram a se acumular nos anos 2000. Em 2014, associados decidiram pela liquidação extrajudicial em assembleia marcada por polêmica. Em janeiro do ano passado, três dias após ação do Ministério Público Estadual que destituiu o liquidante, a Justiça interveio no caso — a partir de pedido feito pela Chinatex — e nomeou administrador oficial.

Ao longo do processo, foi criada a  Associação de Credores, Amigos e Interessados no Soerguimento da Cotrijui (Acaisc). O grupo busca a manutenção das atividades da cooperativa e chegou a entrar com pedido de destituição do administrador.

As informações são da Gaúcha ZH.

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Fonte
Gaúcha ZH
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