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Artigo – Jean Bertollo: O estudo de psicologia que comprovou uma história bíblica.

Quantos estudos de psicologia inspirados na Bíblia você já viu? Nenhum?

O ano era 1973. Alguns psicólogos se inspiraram em uma passagem da Bíblia para rodar um interessante estudo. O estudo é sobre quando e por que as pessoas ajudam os necessitados.

A parábola do bom samaritano é a passagem que inspirou o estudo. A pessoa que está com pensamentos religiosos na cabeça está mais propensa a ajudar um necessitado? Se você estiver pensando em coisas relacionadas à religião, a probabilidade de ajudar aumenta? E se vopcê está com pressa? Está menos propenso a ajudar?

Estudantes seminaristas foram  recrutados como sujeitos da pesquisa. Essas pessoas têm formação religiosa e vocação religiosa. Dividiram os estudantes em dois grupos, pra um grupo falaram sobre a parábola do bom samaritano. Para o outro grupo foi falado sobre qualquer coisa banal. Além dessa divisão, o grupo geral foi dividido em 3 grupos. O primeiro grupo foi orientado que fosse ao prédio vizinho imediatamente. O segundo foi orientado que fosse ao segundo prédio. O terceiro foi dito que fossem quando terminassem todos os seus afazeres. O objetivo era controlar o nível de pressa e ver como isso influenciava na disposição para ajudar.

Então foi delimitado que a outra parte do estudo seria feita em outro prédio. Uma pessoa necessitada se colocaria deitada em frente ao prédio, isso forçaria os estudantes  a passar pela pessoa que parecia ser necessitada. A pessoa (ator) foi orientada a dizer: “obrigado”… Pausa. “está tudo bem”… Pausa “ eu só preciso tomar essas pílulas e ficarei bem”… Pausa “Mas obrigado por parar.”

Neste interessante estudo, havia  algumas variáveis para manipular: As pessoas poderiam estar com pressa, pouca pressa ou muita pressa. Além disso, poderiam receber uma palestra sobre qualquer tema, ou sobre ajudar os necessitados.

O nível de ajuda prestado pelos estudantes foi avaliado pelo ator que fingia estar mal. Numa escala de 0 a 5, o fator 5 era insistir fortemente pra levar a pessoa ao hospital, e o fator 0 era passar sem nem falar nada, o fator 3 era parar, pedir se o ator queria ajuda, ficar um tempo e sair.

Resultados: Pensar na parábola, ou acabar de ouvir a história não aumentou a probabilidade de ajudar.

As pessoas que ouviram a palestra não ajudaram mais do que as outras, confirmando a história bíblica.

Sobre a pressa:

63 % das pessoas com pouca pressa ajudaram

45 % das pessoas com préssa media ajudaram.

10 % das pessoas com muita pressa ajudaram.

Estudos:

Darley, J. M. & Batson, C. D. (1973) From Jerusalem to Jericho: a study of situational and dispositional variables in helping behavior, Journal of Personality and Social Psychology, 27(1), 100 – 119.
Kotre, J. (1992). Experiments as Parables. American Psychologist, 672-673.

Jean Alessandro Bertollo. Psicólogo –CRP 07/29848.
Emílio Gross, ao lado Imobiliária Hoffmann.

[our_team image=”https://ajuricaba.com/wp-content/uploads/2019/01/Jean-Bertollo-sobre.jpg” email=” jeann1984@hotmail.com” phone=”(055) 9-9147-8099″  style=”vertical”]Jean Alessandro Bertollo nasceu em 1990, formou-se em Psicologia pela Unijuí em 2018, concurseiro e amante dos estudos. Interessado em comportamento humano, psicologia aplicada ao trabalho e gestão e aprimoramento pessoal, aprendizagem e cognição. Escreve semanalmente para Folha de Ajuricaba, Jornal Ramadense e Ajuricaba.com
https://medium.com/psicologiadocotidiano[/our_team]

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