Rural

Administrador judicial sugere arrendamento de unidades da Cotrijui

O administrador judicial nomeado para assumir a Cotrijui já apresentou a primeira auditoria da situação da cooperativa localizada em Ijuí e sugestões para a solução de questões emergenciais ao juiz que cuida do caso. A tendência é de que até o final da próxima semana, o titular da 1ª Vara Cível da Comarca de Ijuí, Guilherme Corrêa, decida sobre a proposta para arrendamento de unidades, que seria uma alternativa para o armazenamento de grãos da safra que está por ser colhida.

Outro ponto é a revisão do quadro de funcionários (hoje cerca de mil pessoas). Os administradores judiciais já trabalham na avaliação da atual estrutura, para ver o que é realmente necessário. Nesta quinta-feira (15), foi paga parte dos salários de janeiro que estavam atrasados. A soma da folha do primeiro mês do ano é de cerca de R$ 3 milhões.

Também foi solicitada à Justiça a suspensão das ações de execução de dívidas da Cotrijui. O pedido ainda não foi avaliado. Por enquanto, o juiz deu prazo para que a Chinatex, autora da ação de conversão da liquidação extrajudicial em judicial, e para que grupo de cooperados apresentem suas manifestações. É só depois disso que o magistrado tomará a decisão sobre as sugestões feitas.

No primeiro levantamento da administração judicial a confirmação de uma triste realidade.

— Vimos uma situação de grande penúria financeira, de imensa dificuldade de caixa, de capital de giro — relata Rafael Brizola Marques.

Possíveis interessados no arrendamento de unidades já estão sendo chamados a apresentarem suas propostas — conforme informação do site da cooperativa.

O tamanho exato da dívida — estimada em R$ 1,8 bilhão — ainda está sendo calculado. Somente os débitos tributários somam R$ 821,89 milhões, conforme apuração anexada ao processo.

A Cotrijui chegou a ser a maior cooperativa agropecuária da América Latina. Em setembro de 2014, no entanto, entrou em liquidação voluntária, que é extrajudicial. No dia 26 de janeiro deste ano, o Ministério Público realizou uma operação, cumprindo 24 mandados de busca e apreensão. Quatro dias depois, o administrador judicial assumiu a cooperativa.

As informações são da GaúchaZH.

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