Dinheiro

Petrobras aumenta o preço do gás de cozinha pela quarta vez em dois meses

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (10) reajuste médio de 12,9% no preço do botijão de gás de até 13 quilos devido à variação das cotações do produto no mercado internacional. O aumento entra em vigor a partir de quarta-feira (11).

Caso o reajuste seja integralmente repassado pelas distribuidoras e revendedoras, o preço ao consumidor final pode subir em média 5,1%, ou cerca de R$ 3,09 por botijão, estimou a Petrobras. Essa é a quarta alta consecutiva no preço do botijão de gás, acumulando um aumento de 44,8% nos últimos dois meses.

Em junho, a Petrobras mudou a política de preços para o produto, que passou a ser reajustado com mais frequência. Desde agosto, houve altas de 6,9%, 12,2% e 6,9%. A nova política de preços para o gás de cozinha instituiu uma fórmula que considera as cotações europeias do butano e do propano – gases obtidos a partir do refino de petróleo que compõem a fórmula do gás liquefeito de petróleo (GLP, o nome técnico do gás de cozinha). Sobre esse valor, é aplicada uma margem de 5%. A estatal esclareceu que o reajuste atual não se aplica ao GLP destinado a uso industrial e comercial.

Pré-sal

Petrobras e seus sócios no projeto de Libra, no pré-sal, poderão usar um número menor de componentes brasileiros em seu primeiro projeto na área. A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) aceitou parcialmente pedido da estatal e de seus sócios para reduzir o compromisso de compras no Brasil para a primeira grande plataforma em Libra.

A contratação da unidade iniciou em 2015, mas não foi concluída ainda à espera de definição da ANP. A Petrobras alega que o projeto é inviável se tiver que respeitar o índice de nacionalização previsto em contrato, de 55%. A primeira licitação foi cancelada, segundo a empresa, por preços 40% superiores aos praticados no mercado internacional.

A segunda tentativa, iniciada em 2016, já incluindo a possibilidade de redução do índice, foi suspensa por liminar obtida pelo Sinaval (Sindicato das Empresas de Construção e Reparo Naval). A Petrobras tem como sócios em Libra a Shell, a Total e as chinesas CNOOC e CNPC. Segundo a estatal brasileira, um projeto demanda em torno de 5,5 bilhões de dólares em investimentos, incluindo a plataforma, poços e equipamentos submarinos. A plataforma terá capacidade para produzir 180 mil barris por dia.

Na decisão sobre o tema, a ANP defere parcialmente o pedido do consórcio, negando a redução dos índices para sete itens, como sistemas de ancoragem e filtros; reduzindo os percentuais para outros 14; e isentando de conteúdo local nove itens, como o casco e turbina a gás.

O vice-presidente do Sinaval, Sergio Bacci, disse que a decisão representa um avanço para a indústria, por manter índices de nacionalização, mas é ruim para os estaleiros, já que permite a compra do casco no exterior.

As informações são do O Sul.

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